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"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro amanhã, portanto hoje é o dia certo para acreditar, fazer e principalmente viver." Dalai Lama

Friday, October 13, 2006

Sexta-Feira 13.... e depois???


Mito da ‘Sexta-feira 13’ completa 699 anos; historiador diz que crença começou no mês de outubro.

Hoje é sexta-feira 13. Para muitas pessoas ao redor do mundo, a data é encarada com muita apreensão, quando se recomenda tomar cuidado para se proteger das forças ocultas do mal. Segundo o vice-coordenador de pós-graduação de Ciências das Religiões da Universidade Federal da Paraíba, Carlos André Macedo, este ano a lenda completa 699 anos. “E foi justamente numa sexta-feira de outubro que tudo começou”, revela.

A versão mais aceita para que este seja um dia de azar está ligada a Ordem dos Templários e remota ao ano de 1307, quando a sociedade secreta foi rejeitada pela Igreja Católica.

“A superstição nasceu na França e em 2007 completa 700 anos. Ela representa uma luta simbólica entre o poder da Igreja e o da Ordem que se tornou forte a ponto de romper com a monarquia e acabar indo de encontro com os interesses do Papa”, explica o professor.

Os templários faziam muitas leituras esotéricas, que eram condenadas pela Igreja e a data de ruptura acabou se tornando também um símbolo esotérico.

“O nascimento do mito da sexta-feira está muito ligado ao catolicismo, apesar de não apenas a ele, outras crenças também vêm nesse dia um motivo para preocupação e resguardo”, diz o professor.

Para o candomblé, por exemplo, este dia tem uma simbologia um pouco diferente, mas não foge do espírito de ser um dia ruim. Segundo o babalorixá pai Paulo de Iemanjá a sexta-feira 13 é um dia propício para apressas as coisas, sejam elas boas ou ruins.

“Quem tem maldade no corpo vai se aprofundar mais. Esse dia só vai fazer com que isso seja mais rápido”, explica.

O babalorixá diz ainda que na verdade a culpa não é totalmente do número 13, em geral os números impares teriam uma energia ruim e que quando caem num dia de sexta-feira, que também é carregado de simbologia para o candomblé, o clima fica ainda ‘mais pesado’,

Para afastar os ‘mau-fluídos’, ele recomenda tomar banho de flores e não usar roupa preta, sobretudo da cintura pra cima. “Nosso anjo da guarda fica nos protegendo na parte da cintura para cima, se usamos preto ele se afasta. Hoje também não é bom ficar em encruzilhadas e portas, pois por ser um dia poderoso com muita gente fazendo evocações, existem muitos espíritos soltos”, alerta.

Origens do Mito - A justificativa mais aceita para encarar o número como símbolo de desgraça é o fato de que eram 13 os presentes na última ceia de Cristo

Há quem evite viajar em sexta-feira 13, a numeração dos camarotes de teatro omite, por vezes, o 13, em alguns hotéis não há o quarto de número 13 (este é substituído pelo 12-a), muitos prédio pulam do 12º para o 14º andar. Há pessoas que pensam que participar de um jantar com 13 pessoas traz má sorte e uma delas morrerá no período de um ano.

A sexta-feira 13 é considerada como um dia de azar.

Há também entendido, em várias partes do mundo, até em países cristãos, é considerado símbolo de boa sorte O argumento se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), que é símbolo de próspera sorte.

Assim, na Índia o 13 é um número religioso muito apreciado, os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda.

Na China, não raro os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas.

Nos Estados Unidos o número 13 também é bem visto, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana. Além disso, o lema latino da Federação, "E pluribus unum" (de muitos se faz um só), é composto por 13 letras e a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.

Além da justificativa cristã, existem 2 outras lendas que explicam a superstição. Uma Lenda diz que na Escandinava existia uma deusa do amor e da beleza chamada Friga (que deu origem a friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em uma bruxa exilada no alto de uma montanha. Para vingar-se, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras onze bruxas e mais o demônio (totalizando treze presentes) para rogar pragas sobre os humanos. Da Escandinava a superstição se espalhou pela Europa.

A outra lenda é da mitologia nórdica. No Valha, a morada dos deuses, houve um banquete para o qual foram convidados doze divindades. Loki o espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu o favorito dos deuses. Este episódio serviu para consolidar o relato bíblico da última ceia, onde havia treze à mesa, às vésperas da morte de Cristo. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.

Há ainda uma explicação histórica. A origem pode ter sido uma briga entre o rei francês Filipe, o belo, e a Ordem dos Templários, no século XIV. Na época, a França estava próxima da falência econômica e Filipe resolveu cobrar impostos da Igreja. Excomungado pelo papa Bonifácio VIII, que se indignou diante da decisão da cobrança, o rei tentou aproximar-se da Ordem dos Templários (um grupo de cavaleiros cristãos), pretendendo uma reconciliação com a Igreja. Filipe, o belo, não foi aceito na Ordem e, como vingança, ordenou a prisão e tortura de cinco mil cavaleiros. O dia era uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307.


Mônica Melo - WSCOM Online

in: http://www.wscom.com.br/noticias.jsp?pagina=noticia&id=79888&categoria=6

NOTA: blá blásssssssssssssss

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